TEATRO E EDUCAÇÃO

Nosso principal objetivo é desenvolver ensino - aprendizagem através de atividades cênicas. Estaremos em vários espaços passando as ideias contidas nos temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Entre em contato conosco, Mande seu texto dramático para apreciação torne - se um ator de nossa companhia.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CONHEÇA ESTA AÇÃO

Espetáculo tem texto coletivo e direção de Paulo Diógenes.


O espetáculo conta a história do cotidiano de um bairro depois da chegada das drogas a mudança da rotina de seus moradores, vendo a realidade do seu amigo na qual ele já vivenciou um amigo de infância do Pedro vai à procura do mesmo para mostrá-lo que existe uma maneira de viver sem o uso das drogas, em meio a esta procura acontecem várias situações na qual os atores que encenam a peça já passaram, mostrando assim a real situação que vive um usuário, o sofrimento, a compulsão a obsessão pelo uso.

A proposta do ator Paulo Diogenes é colocar em cena dependentes químicos em recuperação internos e ex-internos da Fazenda Luz do Mundo, para levar uma mensagem de reflexão e prevenção ao uso de drogas, o espetáculo aborda três temas: a sociedade, a família (coodependência) e o dependente químico, o espetáculo é voltado para o público jovem.

 

Serviço
Quem conhece o Pedro?
Grupo de teatro Luz do Mundo
Dia 08 de novembro às 20h no Palco Principal do Theatro José de Alencar
Ingressos R$ 20,00 (inteira) - R$ 10,00 (meia)
Classificação: Livre

fonte: blog papo cult- JOANICE SAMPAIO

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

o teatro à serviço da educação - ah, se eles entendessem

Brincadeira para falar de coisa séria

O grupo Defensores Públicos em Cena apresenta esta manhã peça sobre direitos das crianças e adolescentes no anexo do Theatro José de Alencar. O público aprende brincando com o Super Defensor
28.10.2011| 01:30
A peça aborda temas como lazer, saúde e deveres da família A peça aborda temas como lazer, saúde e deveres da família
Em uma sala de aula, crianças são surpreendidas pela visita do Super Defensor que explica noções de cidadania e do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) para os presentes. O grupo de teatro Defensores Públicos em Cena apresenta o enredo hoje (28), às 9 horas, na peça Criança e adolescente: chegou a sua vez. O projeto é formado por 10 defensores públicos, entre atores e roteiristas. De acordo com o presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará (Adpec) e um dos atores da peça, Adriano Leitinho, a iniciativa de montar o projeto surgiu de uma brincadeira.

Em maio deste ano, os defensores públicos do Ceará lançaram uma cartilha sobre os direitos e deveres da criança e do adolescente, como parte da campanha nacional da categoria. “Pensamos em uma maneira de adaptar a cartilha a uma linguagem mais acessível e lúdica”.

O espetáculo aborda temas como lazer, saúde e deveres em relação à família e à escola. Também são apontados crimes como a exploração sexual e do trabalho infantil.

Para atrair a atenção do público, o roteiro utiliza linguagem coloquial e diálogos com humor. No final da peça é apresentada uma música, criada pelo próprio grupo teatral. A figura do defensor público é apontada como um elo entre a sociedade e a cidadania. O tratamento, no entanto, é adaptado às expressões infantis. “Queríamos quebrar a imagem de autoridade”, diz Adriano Leitinho. O Super Defensor é uma analogia direta ao Super Homem, herói dos quadrinhos. As semelhanças vão desde a roupa do personagem a seu comportamento em cena.

A estreia da peça aconteceu no final de setembro, no teatro do Cuca Che Guevara. O presidente da Adpec destaca que a apresentação já tem um resultado positivo, devido à interação do público infanto-juvenil. “As crianças são multiplicadoras de informações em várias esferas”.

Para ele, a situação das crianças e jovens no Ceará ainda é grave. “Faltam políticas educacionais adequadas para atender essa faixa etária”. Adriano Leitinho afirma ainda que há falta de de defensores públicos no Estado. De 415 cargos na área, apenas 288 estão ocupados.

O grupo Defensores Públicos em Cena firmou parceria com a Secretaria de Cultura do Ceará (Secult) para visitação de 100 crianças da rede pública de ensino no espetáculo de hoje. A perspectiva é promover outras apresentações tanto em Fortaleza como no Interior, em escolas e instituições públicas
 Serviço

CRIANÇA E ADOLESCENTE: CHEGOU A SUA VEZ
Quando: Hoje (28), às 9h.
Onde: No anexo do Theatro José de Alencar (Centro)
Outras informações: 3265 8213
Gratuito.

UMA BOA PEDIDA

CINEMA

O drama de ter que ser engraçado

Publicado em 28 de outubro de 2011
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Puro-Sangue e Pangaré são vividos por Paulo José e Selton Mello, respectivamente
Contágio
O que acontece quando um artista do humor descobre que perdeu a graça? Com pitadas de comédia e drama, "O Palhaço", estrelado por Selton Mello, mostra a saga de alguém em busca da identidade perdida
Segunda investida do ator na direção (o primeiro longa foi "Feliz Natal"-2008), "O Palhaço" aborda a realidade além do picadeiro. Na história, produzida por Vânia Catani (Bananeira Filmes), o Circo Esperança atravessa estradas de terra do interior do País. A cada parada, um novo espetáculo e novas aventuras.

Na "família" de 15 pessoas, a principal atração é a dupla Puro-Sangue e Pangaré, palhaços vividos por Valdemar (Paulo José) e Benjamim (Mello), pai e filho que supostamente têm a mesma vocação. Apesar de levar o público às gargalhadas, o jovem entra em crise e sai em busca de seu caminho. Seu universo é tão limitado que um dos seus sonhos de consumo é um ventilador.

Picadeiro
Para se preparar para o papel, Selton, também roteirista da trama, contou com um personal "palhator", o Kuxixo, do circo Beto Carrero, com quem aprendeu gags físicas e a linguagem circense.

"Benjamim ficou tão estruturado e interiorizado, que na hora de filmar era só botar a roupa e fazer", destaca. Uma curiosidade é que o papel de Benjamim foi escrito para Wagner Moura que, mas o ator já estava comprometido com "Tropa de Elite 2".

De acordo com o cineasta, a ideia surgiu da vontade de abordar o tema identidade. "Queria discutir o lugar no mundo de um indivíduo a partir de suas escolhas".

O maior desafio foi "revelar a verdade dos personagens, das histórias, tornar todas as situações críveis. É curioso porque o circo é uma grande fantasia para o público, mas no filme, essa fantasia tem que soar com toda a verdade", comenta ele, que teve como referências para a obra "Os Trapalhões", do diretor Federico Fellini, com o ator Peter Sellers.

Fazem parte do elenco os atores Larissa Manoela, Cadu Fávero, Giselle Motta, Fabiana Karla, Jackson Antunes e Moacyr Franco. Rodado em seis semanas, "O Palhaço" contou com filmagens em Paulínia (SP) e Santa Rita de Ibitipoca, Bom Jesus do Vermelho, Conceição do Ibitipoca e Lima Duarte (MG).
fonte: JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE.

participe deste ato... vamos fazer nossa parte em defesa do verde...

domingo, 16 de outubro de 2011

OLHA ESSA AÍ DE NOSSOS EQUIPAMENTOS CULTURAIS...

RÍTICAS

Dragão sem fogo

Publicado em 16 de outubro de 2011
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Um dos principais espaços culturais do Estado, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura é alvo de críticas de artistas locais. Produtores reclamam das dificuldades para ocupar os espaços
FOTO: WALESKA SANTIAGO
Principal equipamento de fomento cultural no Estado, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura tem seu funcionamento limitado, com quase nenhuma atividade formativa e difusão quase restrita a iniciativas externas. Artistas reclamam da falta de diálogo e dificuldade no acesso aos espaços para apresentações
O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) é hoje uma referência nacional quando se fala na cidade de Fortaleza, sendo um dos principais pontos de visitação turística da Capital. É nele e em sua vizinhança que se concentram grande parte das ações culturais da cidade, a exemplo da Bienal de Dança, da Feira da Música, atualmente a Casa Cor, além de receber seminários, peças teatrais, exposições, etc. São pelo menos 4,5 milhões de visitantes e 8,5 mil eventos realizados entre 2007 e 2010.

A movimentação cultural e a circulação de pessoas em números absolutos escondem, porém, uma realidade um tanto diferente: um centro cultural que pouco investe em formação continuada, com ações de difusão limitadas à um edital de ocupação insipiente e com uma programação em grande parte promovidas por outros atores culturais. Artistas locais reclamam ainda do pouco diálogo e do ociosidade dos espaços na maior parte da semana. O público concentra-se nas noites e nos finais de semana, e em grande parte frequentam apenas bares, restaurantes e boates do entorno, em detrimento das atividades culturais.

Território vasto
O equipamento cultural conta com 30 mil m² de área construída, dois museus, anfiteatro, teatro, auditório, planetário, cinemas, duas praças entremeando sua estrutura além de um vasto espaço aberto e possível às mais diversas ocupações. O que era para ser o dinamizador da produção cultural cearense - e que sob alguns aspectos teve sucesso - corre o risco de cair na inércia que paira hoje sobre a política cultural do Governo do Estado do Ceará.

À parte as imagens que são vendidas aos turistas e para quem circula de passagem pelo CDMAC, sob o crivo dos artistas e produtores culturais, muito se tem a dizer sobre esta realidade do centro cultural. O músico e produtor Isaac Cândido aponta questões como a falta de divulgação para quem frequenta o espaço, mas não participa da programação. "Quem está no entorno não está sabendo o que está acontecendo no Dragão do Mar. A maioria dos espetáculos estão tendo problemas em relação a público", aponta.

Isaac reclama ainda das poucas iniciativas promovidas pelo próprio centro cultural e da falta de incentivo aos artistas locais. "Antes, (o CDMAC) fazia parcerias, dando estrutura e dividindo a bilheteria de um show com o artista, por exemplo. Hoje, faz projeto com cachê pequeno, sem som e sem estrutura", reclama.

Entre os entraves, ele aponta a cobrança de altas taxas de ocupação dos espaços do Centro. "O anfiteatro está impossível (de se utilizar), hoje em dia. A não ser que você faça projeto com lei de incentivo ou tenha patrocínio. É uma pauta cara e você ainda tem que alugar luz e som", diz.

Segundo informações do próprio CDAMC, atualmente, a pauta do espaço custa R$ 1,2 mil, sem equipamentos de som e de iluminação, como destacou Isaac. A pauta do palco nobre do centenário Theatro José de Alencar, outro equipamento cultural vinculado ao Governo do Estado, tem um preço especial para os artistas locais. Sai por R$ 698, acompanhando som e luz.

Teatro
A mesma linha crítica segue o ator e diretor de teatro Silvério Pereira. "Especificamente esse ano, (o CDMAC) tem passado pelo mesmo problema dos outros equipamentos, que é a não presença da Secretaria da Cultura. Há algum tempo, o que mais falta é dar abertura para artistas ocuparem os espaços, seja com ensaio, experimentações, pesquisa. O Dragão não esta aberto para os artistas", critica Silvério, taxativo.

Tomando por exemplo os editais de ocupação promovidos anualmente pelo Dragão do Mar, segundo Silvério, os cachês estão congelados, em R$500 por apresentação, há, pelo menos, quatro anos. "O equipamento por si só é grandioso e maravilhoso. Mas aparentemente é mais privado do que público", lamenta.
fonte: JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE

domingo, 9 de outubro de 2011

excelente reportagem

TEATRO

Pesquisa contínua

Publicado em 9 de outubro de 2011
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Michel Fernandes: "Sou respeitado por ser sincero. Se não gosto, explico com clareza o porquê
ALEXANDRE PERREROCA / DIVULGAÇÃO
Há uma década, o ator e dramaturgo Michel Fernandes deixou a prática dos palcos para um literário mergulho na profundidade nos espetáculos teatrais. Crítico de teatro do Último Segundo e do site Aplauso Brasil, ambos do portal iG, Michel revela seu princípio básico: "Não sou o dono da verdade"

O paulista de Santo André formou-se ator aos 19 anos, no Teatro-Escola Célia Helena. A convite da atriz Célia Helena, Michel passou a fazer parte de um grupo de estudos em dramaturgia, chamado Núcleo dos Dez.

Nele, conheceu alguns jornalistas e tomou gosto pela ideia de cursar jornalismo. Em 1999, formou-se em Comunicação Social e foi indicado por seu orientador a Leão Serva, então diretor do iG. Em fevereiro de 2000, iniciou sua carreira como crítico de teatro do portal.

No entanto, Michel levou um ano para, de fato, assinar como crítico. Não por trâmites da empresa ou coisa parecida, mas por uma escolha pessoal. "Eu achava que ainda era muito cru. Tinha uma formação prática e teórica de teatro, pelas aulas no Teatro-Escola, trabalhei como assistente de direção, mas não tinha muito repertório", explica. Somente após participar, de fato, da vida teatral da cidade de São Paulo, indo a mostras, festivais, e assistindo a vários espetáculos, sentiu-se à vontade para intitular-se crítico.

Em 2002, o iG lança o site Aplauso Brasil, para o qual escreve até hoje. Nele, Michel comenta sobre as principais estreias nacionais e internacionais. Para ele, escrever para teatro exige, sim, alguns pré-requisitos.

Além do conhecimento teórico, é preciso ser uma "pessoa do teatro": conhecer as companhias, assistir aos espetáculos, não perder as mostras. "O mais importante, nesse aspecto, é ter curiosidade. Vontade de aprender. Além do espetáculo, você vai entrevistando pessoas e elas também vão perceber que estão falando com alguém que entende de teoria. Isso torna o diálogo mais interessante", defende.

Crítica
Sobre a análise dos trabalhos propriamente, Michel destaca uma prioridade: "Ter muito respeito a compreensão do processo teatral". Segundo ele, nunca se deve olhar apenas o andamento do espetáculo, a partir do abrir das cortinas, mas pensar sobre sua produção.

"Não posso comparar uma franquia de um espetáculo norte-americano com um trabalho de uma companhia menor, de produção praticamente artesanal, por exemplo. São duas coisas distintas. Então, ainda que eu não goste de tratar das questões políticas de um trabalho (os valores, por exemplo), o que se passa nos bastidores interfere no que vemos sobre o palco", comenta.

Além disso, o crítico dá dicas importantes: ir sempre "desarmado", sem preconceitos. Estar disposto a perceber aonde o diretor quis chegar. Observar o espetáculo como um conjunto e, posteriormente, percebê-lo em separado: atores, texto, cenário, figurino, iluminação, sonoplastia. E na hora de pôr a avaliação no papel, um cuidado que se adquire com o exercício - ser o mais claro possível.

"Nesses dez anos de crítica, consegui um respeito muito bom das pessoas exatamente por isso, porque sou muito sincero, muito claro. Se digo que não gosto, explico o porquê; se gosto, do mesmo jeito. Procuro analisar da melhor maneira possível, dentro do meu limite, do que eu acho", revela Michel.

O jornalista recebe diversas opiniões de leitores a cada crítica, inclusive de atores e produtores do espetáculo citado. Michel parece tranquilo ao tratar do assunto. Seu procedimento, em geral, é tentar não desvalorizar uma peça sem antes, de fato, buscar seus pontos fortes.

"É muito raro eu falar mal de um espetáculo. Se for o caso, procuro conversar com a pessoa e tirar minhas dúvidas, antes de qualquer coisa. Sempre deixo claro que minha palavra não é a última. Um crítico mais polêmico, ataca de uma maneira grosseira, acaba criticando a pessoa, o artista, não o trabalho em si. Isso não é maneira de criticar. Meu princípio básico é: não sou o dono da verdade", ressalta.

Pensando sobre o cenário nacional atual, para o crítico dois são os pilares do teatro: Zé Celso Martinez, do Teatro Oficina, e Antunes Filho, pertencente à primeira geração de grandes nomes do teatro brasileiro, criador do CPT - Centro de Pesquisas Teatrais. O respeito por ambos advém não só do tempo de amizade que possuem, mas da pesquisa constante exercida nos trabalhos dos dramaturgos. "Tanto Celso quanto Antunes estão sempre estudando. Não param de pensar coisas novas. Eles não se acomodaram", argumenta. Outro nome destacado por ele é o mineiro Gabriel Villela, que recentemente dirigiu "Crônica da Casa Assassinada", considerado por Michel uma obra-prima do teatro.

Pesquisa
Em uma década de crítica, um dos mais frequentes exercícios de Michel certamente foi a pesquisa. Os estudos iniciados no Núcleo dos Dez, vêm se mantendo presentes por toda a carreira. Entre 2007 e 2008, venceu dois prêmios de pesquisa. O primeiro para financiar o estudo "Investigando a Dança das Diferenças", e o segundo, o Prêmio Pesquisador, que contemplou sua pesquisa sobre Zé Celso e Antunes Filho.

Atualmente, Michel anuncia que irá fazer uma pós-graduação em Direção Teatral. "Não tenho nenhuma pretensão de dirigir um espetáculo, mas quero fazer o curso porque entendi que é muito importante continuar estudando", afirma. Para quem pretende partir para um estudo mais aprofundado em teatro, Michel indica dois autores em especial: o brasileiro Sabato Magaldi e o francês Jean Jacques Roubine.

Bibliografia básica
Panorama do Teatro Brasileiro, de Sabato Magaldi (2004), Global Editora, 328 páginas . R$ 49
Teatro em Foco, de Sabato Magaldi (2008), Editora Perspectiva, 155 páginas - R$ 38
Depois do Espetáculo, de Sabato Magaldi (2003), Editora Perspectiva, 342 páginas - R$ 51
A Arte do Ator, de Jean Jacques Roubine (2011), Zahar, 116 páginas - R$ 32
A Linguagem da Encenação Teatral, de Jean Jacques Roubine (1998), Zahar, 240 páginas - R$ 43
Introdução às Grandes Teorias do Teatro, de Jean-Jacques Roubine (2003), Zahar, 228 páginas - R$ 46

Mayara de Araújo
Repórter

sábado, 1 de outubro de 2011

FESTIVAL DE TEATRO INFANTIL

I Festival de Teatro Infantil do Ceará (TIC).

30.09.2011| 01:30
EM DESTAQUE - GRÁTIS
O evento tem início amanhã (1º) com a apresentação dos espetáculos Antônio Brasileiro - O Equilibrista, com Ângela Escudeiro (às 16 horas, no Espaço Arena do Centro Dragão do Mar); Uma Noite em Claro (foto), com a Cia. Fios de Sombra/ Campinas-SP (às 17 horas, no Sesc-Senac Iracema); e Tchu Tchu Tchu, com o grupo Paraladosanjos/ Campinas-SP (às 18 horas, no teatro do Centro Dragão do Mar). Outras info.: 3488 8600 (Dragão) / 3252 2215 (Sesc) / www.festival-tic.com.

Um Tiquinho de Nada.
O projeto Passarela das Artes apresenta o solo com direção e atuação de Sâmia Bittencourt, da Cia. CLE – Circo Lúdico Experimental. Amanhã (1º), às 19 horas, no Espaço Rogaciano Leite Filho do Centro Dragão do Mar (rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema). Acesso gratuito. Outras info.: 3488 8600.

Dom Poder e a Revolta da Natureza.
Montagem do Grupo Expressões Humanas que desperta a atenção dos pequenos para a questão da consciência ecológica. Texto e direção: Herê Aquino. Estreia neste domingo (2), às 14 e 17 horas, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro), prosseguindo ainda nos dias 9, 23 e 30 de outubro. Grátis. Outras info.: 3464 3108.

Os Três Porquinhos ou Confissões de um Menino Levado.
Escrito e dirigido por Luiz Arthur com atuação de Marcelo Dusi, do grupo Teatro da Juventude do Rio de Janeiro, o espetáculo fará duas apresentações em Fortaleza: amanhã (1º) e domingo (2), às 17 horas, no Teatro Celina Queiroz (avenida Washington Soares, 1321 / Campus da Unifor – Edson Queiroz). Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Outras info.: 3477 3033 / 3477 3175.

Detestinha – O Bicho que Detesta Ler.
Remontagem da peça infantil pelo elenco do Circo Tupiniquim, dentro das comemorações dos 25 anos da companhia cearense. Texto: Demitri Túlio. Estreia neste domingo (2), às 16 horas, na sede do Circo Tupiniquim (CE 040 – Km 12), prosseguindo ainda nos dias 9, 16, 23 e 30 de outubro. R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Outras info.: 3260 2292 / 8811 6690 / 9988 5452.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

frases para pensar.

O mundo é um palco. E homens e mulheres, não mais que meros atores. Entram e saem de cena e durante a sua vida não fazem mais do que desempenhar alguns papéis.




...para arrebatar uma plateia é preciso que ela veja vida, e não algo morno.
- Dramaturgo inglês

Meu objetivo sempre foi ser reconhecido como um bom ator, mas ninguém estava interessado porque as pessoas só querem saber da aparência.
- Ator, falando sobre as dificuldades no começo da carreira

Eu tive a sorte ou o azar de estar vivo. Mas já que estou vivo vou continuar fazendo as minhas coisas.
- Dramaturgo, que sobreviveu após levar três tiros em uma tentativa de assalto e agora está novamente conseguindo falar

Sou o amarelinho desdentado, sou o travesti dos anos 1940, sou o matador, sou o homofóbico, sou o gay.
- Ator, falando sobre as diversas faces de sua personalidade

Gostaria que todos os ministérios tivessem com o dinheiro público a acuidade que o Ministério da Cultura tem conosco.
- Atriz



Escolhi cursar a faculdade de direito porque é uma grande encenação. Um julgamento é um grande teatro.
- Ator brasileiro
Meu trabalho é uma grande enganação. Sou paga para enganar as pessoas e elas querem ser enganadas. Quanto melhor eu enganá-las, mais elas gostarão do meu trabalho.
- Atriz brasileira

A essência do Projeto EM CENA SE ENSINA

O PROJETO EM CENA SE ENSINA é uma atividade que procura desenvolver uma visão sobre as alternativas necessárias para procurar diversificar o ensino e provocà -lo. Surge assim o Teatro que é antes de tudo uma arte e um aprendizado. Começamos agora a fase de ensaios para nossa primeira apresentação que será a PEÇA NOVA ORDEM OU DESORDEM que discute os efeitos da globalização e o papel de cada um nesse processo. A peça será apresentada em sua estréia no dia 3 de novembro as 19 horas no Auditório da UNIDADE VIA CORPVS da FACULDADE ESTÁCIO DO CEARÁ.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

sucesso de 30 anos

A festa dos 30 anos de Apareceu a Margarida

Referência no teatro cearense, o ator Ricardo Guilherme comemorou no último sábado o aniversário do seu solo inaugural Apareceu a Margarida com uma apresentação da peça no TJA
19.09.2011| 01:30
O ator mostrou mais uma vez seu domínio no palco e fascinante técnica vocal na pele da professora Margarida (KLEBER A. GONÇALVES) O ator mostrou mais uma vez seu domínio no palco e fascinante técnica vocal na pele da professora Margarida (KLEBER A. GONÇALVES)

A plateia que ocupou metade das cadeiras da Sala de Dança no anexo do Theatro José de Alencar presenciou no último sábado um momento histórico do teatro cearense: o ator e diretor Ricardo Guilherme subiu mais uma vez ao palco para encenar Apareceu a Margarida, solo inaugural da sua carreira, apresentado no dia 17 de setembro de 1981, no Theatro Universitário Pascoal Carlos Magno. Marco simbólico no trabalho de Ricardo Guilherme, um dos mais importantes investigadores das potencialidades do monólogo na cena cearense, a montagem definiu época abrindo perspectiva para o teatro de pesquisa no Ceará.

Exatos 30 anos depois da estreia, não restam dúvidas de que a história da professora Dona Margarida, sua visão irônica e contraditória das relações de poder em uma sala de aula do primário, continua atual. Alguém há de encontrar semelhanças entre o antigo exame de admissão e a histeria dos colégios em preparar os alunos para o vestibular. Por trás do humor do texto de Roberto Athayde - escrito nos anos 1970 - e a interpretação de Ricardo Guilherme, uma crítica precisa da pedagogia que cala o aluno, valorizando acima de tudo a educação como manutenção da ordem e da autoridade do docente.

Conflito da personagem
“Quais são aqueles que merecem? São aqueles que obedecem”, diz Dona Margarida em certa altura da peça. A personagem também repente várias vezes a pergunta: “Tem alguém ai chamado Messias? E Jesus? Nenhum Jesusinho? Nem Espírito Santo? Algum Che Guevara?” E conclui: “Ótimo! Então vão todos vocês pra puta que pariu!”

O conflito da personagem entre a compostura que deve manter diante dos alunos (“Desculpem, desculpem, eu não quero ser dura com vocês”) e a sua noção cruel e pessimista – e extremamente lúcida – dos sentidos subjacentes à suposta “matéria” a ser ensinada é magistralmente exposto pela interpretação de Ricardo Guilherme, que mostrou mais uma vez seu domínio do palco e sua fascinante técnica vocal.

Ao final, declarou: “Hoje faz exatos 30 anos da primeira apresentação deste espetáculo, portanto da carreira de trinta anos de uma professora”. Nessas três décadas, Dona Margarida rodou o mundo, apresentada nas mais diferentes línguas. Países como Portugal, França, Alemanha, Cuba, Costa Rica e Tunísia assistiram o monólogo. “Ela está na crise dos 30”, brincou Guilherme, que ainda ressaltou o fato raro de um ator continuar por tanto tempo refazendo uma peça.

Pedro Rocha
pedrorocha@opovo.com.br
FONTE: JORNAL O POVO

domingo, 11 de setembro de 2011

elenco da peça DOM PODER no mês de outubro no CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE

Dom Poder retorna em cartaz aos domingos de outubro no Centro Cultural Banco do Nordeste, com duas seções 14h e 17h. Totalmente gratuito.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Capitães da Areia Parte 1

uma peça memorável

Diário do Nordeste

Sexta-feira - 9 de setembro de 2011

Caderno 3

OPERETA

´Valsa Proibida´ no TJA

Publicado em 9 de setembro de 2011
    Clique para Ampliar
    O espetáculo é um dos mais vistos na história do centenário teatro: este ano, já foi encenado em Sobral, em praça pública, com direito a exibição por telões
    VIVIANE PINHEIRO
    Depois de estrear em Sobral, a temporada 2011 do espetáculo "A Valsa Proibida" chega a Fortaleza para dois fins de semana de apresentações, no palco do TJA
    Uma das peças mais vistas na história do Theatro José de Alencar, a opereta "A Valsa Proibida" retorna, hoje, ao palco centenário para mais uma temporada. Este ano, a peça estreou no último dia 3 de setembro, no Teatro São João, em Sobral. Foram montados telões na Praça do São João para permitir o acesso do maior público possível ao espetáculo.

    Na Capital, o espetáculo será encenado neste e no próximo fim de semana. O horário muda, dependendo da data. Hoje e nos dias 10, 16 e 17, a exibição começa às 20h e, nos dias 11 e 18, às 18 horas.

    Esta opereta, de Paurillo Barroso, com diálogos de Silvano Serra é uma das mais importantes obras da dramaturgia cearense, encenada pelo grupo Comédia Cearense, que completa 54 anos de atividades. Reúne em um só espetáculo atores, bailarinos e a participação especial da Orquestra Eleazar de Carvalho. O espetáculo "A Valsa Proibida" é uma realização do Instituto Solaris e da Comédia Ceerense, com o apoio do Ministério da Cultura e patrocínio da Coelce, do Bicbanco, da Guanabara, da Ceará Diesel, da Assembleia Legislativa, do Colégio Christus, da Prefeitura Municipal de Sobral, da Prefeitura Municipal de Fortaleza e do Governo do Estado do Ceará.

    A primeira encenação de "A Valsa Proibida", promovida pela Sociedade de Cultura Artística, ocorreu em 1941, no próprio TJA. Dois anos depois, "A Valsa" passou a ser a única opereta brasileira a ser encenada no Rio de Janeiro.

    A partir de 1965, a peça passou a ser montada pela Comédia Cearense, no Theatro José de Alencar. Depois de 21 anos sem espetáculos, "A Valsa Proibida" retornou aos palcos no ano passado, com uma remontagem de enorme sucesso.

    Instituto Solaris
    O Instituto Solaris de Arte e Cultura vem desenvolvendo projetos em diversas linguagens com o intuito de contribuir para a preservação e fomento da cultura cearense. Há seis anos trabalha assessorando comunidades e grupos sociais na recuperação de registros e produções artísticas, culturais, educacionais, socioambientais e esportivas. Mantém parceria com órgãos públicos e privados em programas e projetos de interesse comum.

    Seu objetivo maior é criar, promover, colaborar e executar projetos, ações e campanhas visando à preservação, a defesa e a restauração do patrimônio histórico e cultural.

    MAIS INFORMAÇÕES
    A valsa proibida - Em cartaz, no Theatro José de Alencar, de hoje até o dia 18 de setembro, somente às sextas-feiras, sábados, às 20 horas, e, aos domingos, às 18 horas. Ingressos: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia)

    Contato: (85) 3261.2022

    sábado, 3 de setembro de 2011

    Veja esta atividade

    Entretenimento e consciência ambiental se combinam no espetáculo ECO

    O espetáculo ECO vai se apresentar neste domingo (4), às 20h, no Espaço Rogaciano Leite Filho do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A programação é gratuita e aberta ao público.
    No espetáculo, o ator e coreógrafo Felipe Gadelha se apresenta como um andarilho solitário que vem e vai. Suas ideias, no entanto, são sólidas e levam a reflexões sobre as relações que os seres humanos têm estabelecido com o planeta Terra. As preocupações com mau uso do meio ambiente e seus impactos no mundo são temas abordados de modo leve e despretensioso. Música, imaginário e versos também são elementos presentes na peça.
    O ator e coreógrafo

    Felipe Gadelha já foi instrutor de teatro da EDISCA e, ao longo de sua carreira, tem se dedicado a oficinas de artes cênicas e linguagem corporal, tendo participado, como educador artístico, do Teatro do Movimento Emaús e do Projeto Crescer com Arte Petrobras.
    O espetáculo ECO faz parte do projeto Nas Ruas do Dragão do Mar do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, contemplado por edital de estímulo a projetos na área de música no Estado, lançado pelo Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC).
    Fonte: JANGADEIRO ON LINE

    UMA BOA PEDIDA

    O Mágico de Oz se apresenta no Teatro Dragão do Mar

    Imagem: Marina Cavalcante
    O Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura será palco, neste domingo (04), do clássico da literatura e do cinema O Mágico de Oz. Com direção de Socorro Machado, o espetáculo é uma realização do grupo Alumiar Cenas e Cirandas.
    A apresentação convida a uma reflexão sobre valores de família e amizade e aborda temas relevantes no contexto atual, como bullying, confiança, romantismo e auto-estima. O Mágico de Oz expõe a coragem para enfrentar os desafios e a sabedoria para tomar decisões.
    Alumiar Cenas e Cirandas
    O grupo Alumiar Cenas e Cirandas é formado por pesquisadores e estudiosos da Cultura Popular, além de profissionais como arte educadores, pedagogos e publicitários.
    O Mágico de Oz
    Levada por um tornado para longe da fazenda onde mora com seus tios, Dorothy se vê perdida num lugar estranho. Com a companhia de seu cachorrinho Totó, ela tenta voltar para a casa.
    O Leão, o Homem de Lata e o Espantalho vão ensiná-la lições valorosas que vão mudar sua forma de ver o mundo. Durante a jornada, a garota também aprende a lidar com as difíceis situações impostas pela vilã Bruxa Má do Oeste.
    Com informações do Centro Cultural Dragão do Mar
    fonte: www.jangadeiroonline.com.br